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O cansaço do homem africano moderno, e o silêncio que o mata. Companheiro masculino de As Dores Modernas. Série O Homem Africano, vol. 9. PDF, 53 páginas.
Descrição
Homens não choram, diz a regra que todo o rapaz angolano aprendeu no quintal. O que a regra não diz é o resto da frase: homens não choram, adoecem. Este livro segue o percurso da dor calada: a sociedade do desempenho que aterrou em Luanda, o homem-empresa que se explora a si próprio, a ansiedade com voz grossa que ninguém lê, as anestesias autorizadas, o deserto de quem nunca é perguntado, o corpo que apresenta a factura, e as duas frases que desmontam tudo: vulnerabilidade não é fraqueza, e descansar também é coisa de homem.
Nono volume da série O Homem Africano, na colecção Coisas do nosso tempo, e companheiro masculino de As Dores Modernas: rigor de professor, conversa de amigo e exemplos do nosso chão, com Byung-Chul Han, Durkheim e Goffman traduzidos para o quotidiano angolano.
Oito capítulos para aprender a língua que o guião confiscou. Chorar não mata; calar, sim.
Série O Homem Africano, vol. 9 de 10. Volume anterior: O Teu Salário Não É Teu. Volume seguinte: O Homem que Ainda Podes Ser.
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