Desde logo, percebe-se que estamos diante de um poeta provocador, especialmente no que diz respeito às rupturas. Há uma oposição evidente entre a liberdade dos títulos e a obediência formal presente na grande maioria dos poemas, concebidos à luz da estrutura clássica do soneto, que remonta a séculos passados.
É, justamente, essa desarmonia que enriquece ainda mais a proposta de leitura e debate da obra. Nela, o tradicional e o moderno, o sacro e o devasso, o rebelde e o convencional coexistem, ocupando o mesmo espaço físico e temporal.
(In Prefácio)